Barómetro COVID-19: mais de metade dos rendimentos dos Millennials e da GenZ foram impactados

Barómetro COVID-19: mais de metade dos rendimentos dos Millennials e da GenZ foram impactados
17/06/2020 Ana Grácio

Barómetro COVID-19: mais de metade dos rendimentos dos Millennials e da GenZ foram impactados Os Millennials e a GenZ são as gerações que mais estão a sentir o impacto desta pandemia. Esta é a principal conclusão de um barómetro global promovido pela Kantar que teve como objetivo analisar a forma como a COVID-19 está a influenciar as atitudes, os comportamentos e as expectativas das pessoas em mais de 50 mercados.

Mais de metade dos Millennials (52%) e 49% da GenZ dizem já ter sentido um impacto no rendimento das suas famílias. Os 26% adicionais, pertencentes ao grupo etário dos 18 aos 34 anos, acreditam que serão afetados no futuro – mais do que qualquer outra geração.

Apesar desta perceção, os níveis de preocupação entre as gerações mais jovens são inferiores à média global – 35% dos jovens entre os 18 e os 24 anos, e 37% dos jovens entre os 25 e os 34 anos, admitem estar extremamente preocupados com a situação, em comparação com 41% do resto da população.

Os jovens adultos estão a recorrer a uma vasta gama de mecanismos para gerir o seu bem-estar mental

A interação social tem sido a mais difícil de abandonar para 41% dos Millennials e GenZ, seguida da liberdade e da possibilidade sair de casa. Quando comparados com as gerações mais velhas, são os jovens entre os 18 e os 34 anos quem está a desenvolver, de forma mais intensiva, uma série de estratégias para gerir a sua saúde mental e bem-estar:

  • 53% da GenZ e 48% dos Millennials estão a fazer mais exercício (em comparação com os 43% restantes).
  • 53% da GenZ e 45% dos Millennials estão a dormir mais (em comparação com os 41% restantes).
  • 23% da GenZ e 22% dos Millennials estão a meditar (em comparação com os 18% restantes).
  • Os Millennials, em particular, estão a optar pelo “drysolation”, com 26% a evitar o consumo de álcool (em comparação com os 21% restantes).
  • 18% da GenZ e 20% dos Millennials estão a evitar o consumo de notícias (em comparação com os 17% restantes).

Estas duas gerações estão também a aproveitar a oportunidade para aprender e desenvolver novas competências:

  • 40% da GenZ e 38% dos Millennials dizem estar concentrados no seu desenvolvimento pessoal, em comparação com a média global (29%).
  • 57% da GenZ e 63% dos Millennials estão a experimentar novas receitas culinárias, em comparação com a média global (51%).

As diferenças entre a forma como a GenZ e os Millennials estão a lidar com a toda a situação são indicativas das suas diferentes preocupações. Enquanto os jovens entre os 18 e os 24 anos parecem procurar formas de se manterem ocupados, os jovens com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos estão mais concentrados em realizar atividades que reduzam o stress que sentem, relacionado com o peso financeiro que a pandemia trouxe e que é sentido com maior intensidade nesta janela temporal do que na camada mais jovem.

O consumo de meios continua a aumentar à medida que o confinamento continua

O consumo de meios de comunicação social tradicionais, bem como o consumo online, tem crescido significativamente durante o período de isolamento, em especial entre o público mais jovem. O vídeo online foi o formato que registou o maior aumento, com 72% da GenZ e 69% dos Millennials a dizerem que é o formato que mais utilizam (em comparação com os 52% restantes). De todas as plataformas online, o YouTube foi a que registou maior aumento, com 71% da GenZ e 65% dos Millennials a utilizarem mais o canal. O TikTok está também a ganhar protagonismo, registando um aumento da utilização em mais de um terço (33%) entre a GenZ e 27% entre os Millennials.

A utilização das redes sociais continuou também a crescer – com mais de dois terços (68%) do grupo de jovens adultos entre os 18 e os 34 anos a passar mais tempo nestas plataformas. O Instagram é o canal que tem registado o maior aumento entre este grupo etário (63% da GenZ e 49% dos Millennials afirmam estarem a utilizar esta aplicação com mais frequência), muito provavelmente graças à exploração da potencialidade do vídeo, de que é exemplo o live-stream, que permite que as pessoas interajam e participem em diferentes atividades como treinos virtuais ou aulas de culinária.

Millennials e GenZ responsabilizam mais as marcas

Em comparação com outras gerações, os jovens adultos têm uma maior expectativa de que as marcas se envolvam mais pró-ativamente na sociedade e com as pessoas individualmente. Metade da GenZ e 46% dos Millennials dizem que as empresas devem fazer doações para apoiar a compra de máscaras e desinfetantes para os hospitais (em comparação com os 44% do resto da população). 39% da GenZ e 33% dos Millennials acreditam que as empresas devem fazer donativos para apoiar a investigação científica (em comparação com os 32% do resto da população). E 22% da GenZ e 23% dos Millennials consideram que as marcas devem dar o exemplo e liderar o processo de mudança (em comparação com os 18% do resto da população).

Em linha com a população em geral, apenas 6% dos Millennials e da GenZ acreditam que as marcas devem parar de fazer publicidade. O uso do humor no momento que vivemos é um tema polarizador entre gerações; 38% das pessoas sentem que o humor é inadequado em momentos de publicidade, durante o período que atravessamos, embora 24% das pessoas discordem. Quando comparados com as gerações mais velhas, os jovens entre os 18 e os 34 anos são ligeiramente mais resistentes ao uso do humor no ambiente atual, com 41% da GenZ e 39% dos Millennials a defenderem que não se deve recorrer ao humor nesta fase.

Sobre os dados recolhidos

Estes insights foram recolhidos em três vagas para Barómetro global COVID-19 da Kantar. Durante a primeira vaga do estudo entrevistaram mais de 25.000 pessoas, em mais de 30 países, entre os dias 14 a 23 de março de 2020. Durante a segunda e terceira vagas entrevistaram mais de 30.000 pessoas em mais de 50 mercados, entre os dias 27 e 30 de março e 10 e 13 de abril. Foram realizadas mais de 500 entrevistas por país, na sua maioria online, ou por telefone.

De forma a permitir a comparação entre os dados das três vagas, a análise foi aplicada aos seguintes países: Bélgica, Canadá, China, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Nigéria, Polónia, República da Irlanda, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, EUA.

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