Seis lições para o marketing pós-pandemia

Seis lições para o marketing pós-pandemia
21/12/2020 Ana Grácio

Seis lições para o marketing pós-pandemiaÀ medida que a possibilidade de vacinação em massa da população contra a COVID-19 começa a tornar-se uma realidade um pouco por todo o mundo, embora a ritmos diferentes, os profissionais de marketing começam a pensar nos próximos passos e a emergir do “modo pânico”. Foi nesse sentido que o Grupo WPP definiu seis lições que se podem tirar da crise pandémica e que as marcas podem aplicar para construir um futuro de sucesso.

  1. Testar o caminho de novas referências

As referências do ano passado são irrelevantes – o que se acredita saber sobre a forma como os consumidores respondem às campanhas de marketing estará agora provavelmente errado. O mundo inteiro está a ajustar-se a um novo normal e até hábitos simples como ir para o trabalho parecem diferentes. As marcas devem estar preparadas para redefinir os níveis de alcance, resposta e engagement, ao mesmo tempo que as estratégias de regresso ao mercado devem agora ser amplamente testadas. Testar e avaliar, adaptar-se continuamente, manter orçamentos e ativações flexíveis entre os canais de marketing e aprender rapidamente tudo sobre as novas referências: esta é a primeira lição.

  1. Implementar a agilidade conquistada com esforço

Se aprendemos alguma coisa este ano foi como nos adaptar, tanto como pessoas, assim como profissionais de marketing. Estar aberto e disposto a mudar, é uma competência que foi cultivada durante a crise e que permanecerá inestimável nos próximos meses. Precisamos de ser flexíveis e rápidos nas decisões sobre os canais de comunicação, criatividade, mensagens, momentos e faseamento, assim como devemos procurar automatismos na implementação, localização e outros recursos céleres que permitam uma abordagem verdadeiramente reativa.

  1. Construir uma base sólida

A adoção de uma abordagem ágil requer bases sólidas. Continua a ser importante ter um plano e reparar o que for possível ser reparado, afinal muitas das regras básicas de marketing e comportamentos de compra ainda se mantêm. É fundamental encontrar um equilíbrio entre controlar o que já se sabe e o compromisso inicial do fornecedor, bases de medição sólidas e uma visão clara dos critérios de planeamento para as incógnitas esperadas. Tendo por base as novas referências e mantendo as opções em aberto, será possível maximizar o valor e o retorno num mundo de contextos variáveis.

  1. Conquistar o lugar com empatia

Durante a crise da Covid-19, as pessoas começaram a reavaliar o que é realmente importante para elas. Em função disso, as marcas precisam agora de batalhar mais para ter a atenção, a preferência e o dinheiro arduamente ganho pelos consumidores. À medida que as regras mudam, a capacidade de se encontrar com mais do que um amigo e em grupos menores parecerá uma grande prioridade – como e onde acontecerá essa reunião, será o início de um novo processo de considerações. Seguindo esta lógica, a quarta lição diz-nos que só porque uma determinada marca estava no topo da lista de prioridades do consumidor, não significa que ainda esteja – é preciso que ganhem o seu lugar.

  1. O virtual é a nova realidade

Num mundo onde o virtual tem sido a única realidade, os consumidores esperam agora novos níveis de experiência online. Não podemos contar com o retalho físico, contacto ou experiências, portanto, todo o profissional de marketing deve aproveitar as novas rotas de comércio, criar novos compromissos virtuais e otimizar todos os canais digitais. Tudo isto tornou mais exigente os padrões da comunicação digital. Em particular, vimos isso ao nível da personalização que os consumidores esperam agora do conteúdo das marcas. O aumento da sofisticação, em diversos grupos de audiência, juntamente com o avanço da tecnologia têm vindo a impulsionar a convergência de canais digitais (eventos virtuais + personalização + comércio eletrónico num único momento), o que define um padrão de excelência para todos nós.

  1. Uma marca forte ainda é rainha

Num mundo de escolhas restritas e tempo infinito, onde o medo e a incerteza reinam, os consumidores procuram a garantia das marcas em todos os canais. A confiança tornou-se no fator de escolha mais importante de sempre. É preciso ter cuidado quando se planeia em e para círculos cada vez mais pequenos, onde o envolvimento é fracionado e muito escondido. Em vez disso, devemo-nos recordar do poder de envolvimento da televisão, das plataformas e parceiros de confiança, assim como do poder inato de uma marca forte.

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