Workshop de Escrita Criativa na Academia APAN

Workshop de Escrita Criativa na Academia APAN
13/11/2020 Ana Grácio

Academia APANO workshop de escrita criativa conduzido por Mónica Menezes na Academia APAN foi um sucesso. De tal forma, que é seguro que outros virão, em breve. Como criar e desenvolver personagens, como estruturar uma história e como desatar os nós que bloqueiam o cérebro? É a questões como estas que esta formação dá respostas. A formadora diz-nos que “a criatividade é um músculo que tem de ser trabalhado todos os dias” e explica-nos em detalhe o que se pode esperar desta formação. 

  1. O primeiro módulo do curso é sobre “desatar os nós que bloqueiam o cérebro”. Que nós são estes?

Pergunta interessante! Os nós são os medos, os nós são a necessidade de usar palavras “caras” só porque “se vai ficar escrito é melhor optar por um vocabulário que só aparece no dicionário”, os nós são os diabinhos dentro da nossa cabeça que nos fazem pensar um milhão de vezes antes de passar para o papel o que queremos, os nós são as indecisões, a procrastinação, o dedo do julgamento apontado ao nosso cérebro. Como desatamos os nós? Deixando-nos levar pelos estímulos que nos rodeiam. Percebendo que tudo nos pode levar à escrita, basta estarmos atentos.

  1. Aqueles que têm mais receios de “enfrentar a folha em branco” são os que mais procuram a formação de Escrita Criativa ou que perfil de formandos mais encontramos neste curso?

Acredito que é a formação que tem um público mais heterogéneo. Psicólogos, advogados, copywriters, professores, coachs, engenheiros, militares, marketeers, médicos, jornalistas, economistas, fotógrafos, atores… Já foram tantas as profissões que passaram por uma formação de Escrita Criativa. Se todos tinham receio de enfrentar a folha em branco? Não. Tento que esta formação seja uma mistura saudável de loucura com trabalho. Tento que, quem se senta à minha frente, se tem medo da folha em branco passe a olhar para o papel como um amigo com quem pode conversar, quem não tem medo, que se divirta ainda mais. Acredito, mesmo, que todos precisamos de Escrita Criativa na nossa vida, como se de uma vitamina para o cérebro se tratasse.

  1. Tendo em conta a sua experiência concreta, perguntamos se os formandos passam realmente a ter, no final dos cursos, outra relação com as suas próprias potencialidades expressivas?

O sucesso de uma formação não depende só do desempenho do formador, mas também da vontade do formando. Durante seis ou oito horas, incentivo os formandos para a escrita, através de vários desafios. Mas escrever não é uma coisa que se faz um dia e o caso fica arrumado. Escrever tem de ser um ato contínuo. Sei, felizmente, que muitos dos meus formandos se sentiram completamente abanados depois de uma formação de Escrita Criativa. E adoro isso! Adoro ver o cansaço, o esgotamento no rosto de cada um. Sinal que puxei por eles, sinal de que eles deram tudo naquelas horas. E, tempos depois, rebento de orgulho quando me apercebo que estão a escrever de forma mais solta, mais criativa ou quando eles próprios me dizem que passaram a olhar para as palavras de outra forma.

Também sei que alguns formandos se divertem, mas depois não percebem como um exercício, por exemplo, de duas gomas a conversar, pode ajudá-los no contexto profissional. A criatividade é um músculo que tem de ser trabalhado todos os dias. Se conseguem pôr gomas a conversar, aposto que também conseguem resolver outros desafios do dia a dia profissional.

  1. A formação é mais teórica ou tem também um forte componente prática?

Extremamente prática. Só se melhora a escrita, escrevendo, partilhando o que se escreveu e ouvindo o que os outros escreveram.

  1. De que forma é que o dia-a-dia profissional dos marketeers pode beneficiar com esta formação?

Não me querendo repetir com a resposta que já dei duas perguntas acima, não querendo fazer parecer que a Escrita Criativa é a cura para todos os males no mundo (é quase!), acredito que exercitar o cérebro e a ponta dos dedos faz bem a qualquer profissional, logo, também faz bem a um marketeer. Como? Fazendo coisas que a cabeça e o corpo não estão habituados a fazer. Se percorrermos sempre o mesmo caminho de casa para o trabalho, há paisagens e estradas que nunca vamos descobrir, não é? Logo, se escrevermos sempre da mesma forma, também há palavras e formas de expressão que nunca vamos descobrir.

No fim de uma formação de Escrita Criativa, espero que o formando se sinta de pernas para o ar, a olhar o mundo de outra forma.

  1. O que nos pode dizer sobre esta nova realidade da formação online?

Mais confortável e prática, mas ainda não bate o contacto humano.

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