Quase um terço dos anunciantes suspende ou considera suspender investimentos em social media

Quase um terço dos anunciantes suspende ou considera suspender investimentos em social media
15/07/2020 Ana Grácio

Quase um terço dos anunciantes suspende ou considera suspender investimentos em social media Um número significativo de membros da Federação Mundial de Anunciantes (WFA) está a reduzir os seus investimentos nas redes sociais, como meio de protesto contra as políticas e inação destas plataformas perante os discursos de ódio.

Trinta e um por cento dos anunciantes inquiridos ​​nos dias 25 e 26 de junho afirmaram que já tinham suspendido (5%) ou provavelmente (26%) iriam suspender os seus investimentos, enquanto 41% permaneciam indecisos. 29% afirmaram que seria pouco provável ​​(17%) ou que não iriam (12%) reduzir os investimentos nessas plataformas.

As respostas foram dadas por 58 executivos seniores de empresas que, em conjunto, investem 92 mil milhões de dólares americanos em publicidade a nível global.

Mais de metade admite que falou diretamente com as plataformas acerca das suas políticas sobre discursos de ódio, enquanto 48% estão a trabalhar com organizações do setor, como as associações de anunciantes locais ou a Global Alliance for Responsible Media (GARM).

Por outro lado, 13% dos entrevistados tomaram outras medidas como fazer investimentos positivos em títulos de minorias ou especializados, a desenvolver análises internas sobre os próximos passos e a dar início à monitorização e avaliação contínua das plataformas. Outros estão também estão a reavaliar o papel das redes sociais no media mix.

A WFA acredita que é necessário um maior esforço das plataformas para resolver este problema em prol da sociedade e consideram que a GARM é o melhor veículo para promover mudanças duradouras no comportamento e nas políticas de todas as plataformas.«Nenhuma marca quer estar associada a discursos de ódio e, enquanto financiadores principais do ecossistema das redes sociais, os anunciantes têm uma voz que precisa de ser ouvida. Estamos dispostos a trabalhar com as plataformas em melhorias significativas que beneficiarão a sociedade, os anunciantes e as próprias plataformas. Isto precisa ser resolvido rapidamente, porque o discurso de ódio passou de um desafio de gestão reativa nas redes sociais para um problema interno da direção de muitas empresas», defende Stephan Loerke, CEO da WFA.

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